Blog de orientação Católica Apostólica Romana – Rito Latino, destinado a divulgação, informação e aprendizado colaborativo sobre os diversos “Carismas” existentes dentro da Igreja Católica. Com enfoque especial na Renovação e mudança das Igrejas Cristãs no despertar desse novo milênio, sem perder de vista a riqueza da Igreja tradicional. Uma Igreja rica em carismas que incorpora a diversidade de diferentes dons do Espírito Santo junto a todo o Povo de Deus disperso no mundo. Seja Bem vind@!
A Paz do Senhor esteja contigo.
A Paz do Senhor esteja contigo
Disse Jesus: Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estarei presente.
Seja bem vind@.
Disse Jesus: Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estarei presente.
Seja bem vind@.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Igreja em Rede, Web e Comunidade com “C” maiúsculo
Introdução,
Os mitos da humanidade:
De onde viemos? Para onde vamos? Por que existimos?
Para responder essas questões eternas, o homem criou o mito dos “Deuses”, o mito da Revolução industrial, o mito da Igreja Universal, fora da qual não há salvação, da revolução tecnológica em pleno andamento e vários outros mitos, mais nenhum deles mostrou – se capaz de responder a essas questões universais do ser humano de forma definitiva, razão pela qual o homem experimenta uma grande volta em busca de sua espiritualidade, de sua religiosidade, religião a qualquer preço.
O problema é que antigamente tínhamos um só mito ou um só paradigma servindo de modelo e resposta as grandes questões humanas, mesmo quando se acreditava que a felicidade humana estava na revolução das máquinas, na ciência, etc...
Hoje não há mais paradigmas estáveis, tudo é relativo, o saber está fraguimentado, sabe – se de tudo um pouco e não se sabe de nada e as relações humanas também, têm – se mil amigos e não se tem nenhum, vive – se n. relações e não se vive nenhuma, haja vista a propagação do “Ficar”, como se o ser humano fosse mercadoria descartável de consumo rápido, o mesmo se diz das amizades, é boa enquanto não me compromete, passou disso é inconveniente ou é boa enquanto uma relação de trocas de interesses, relações essas também espelhadas dentro das comunidades cristãs.
Este universo de “democracia” das relações sociais, ditadura do relativo e individual vivido na vida real é potencializado pela tecnologia da Web, a nova geração investe pesado, horas no PC e a falta de respostas coerente permanece. Assim o mundo volta – se a origem, a procura de novos “Mitos” que satisfaçam o espírito do homem, prova disso são as múltiplas Igrejas abertas a cada hora no Brasil e no mundo, bem como novas seitas, novos modos de viver e etc são inventados a cada minuto, talvez segundo nas redes social da Internet.
Entretanto, neste “caos” de democracia das múltiplas informações proporcionadas pela nova tecnologia esconde – se o distanciamento das pessoas, o individualismo, a proliferação do consumismo como resposta a essa busca do homem por respostas e os mais “espertos” faturam milhões na cultura da banalização do ser humano e das suas relações, na inversão de valores, o homem vale por aquilo que ele tem, não pelo que ele é, a moeda (dinheiro) que foi criada para facilitar as relações humanas é deslocada para agente primeiro e principal, em detrimento do homem e sua humanidade, e é exatamente aqui, que entra a Igreja, enquanto comunidade Cristã que preocupa – se com o homem e com o reino de Deus na terra.
A Web e os agentes de Pastorais
Se o mundo está disperso na Web, o Povo de Deus tem o dever de ir até ele. Muitas comunidades da Web e rede de “comunicação” são frias, individualistas e o universo de comunidades é imenso, daí surge à indagação: Como Evangelizar e formar Comunidades verdadeiras na Web?
Um primeiro passo é aprendendo a mexer com a Internet e as redes sociais existentes, depois é preciso formar comunidades diferenciadas em cada Paróquia, comunidades virtuais que interajam virtual e pessoalmente, pois o homem só conhece o outro homem quando convive com este pessoalmente, olho no olho.
A meu ver, o primeiro passo está sendo dado e o desafio consiste em formar comunidades Cristãs virtuais e reais com “C” maiúsculo e não redes sociais e comunidades com “c” minúsculo.
Nesse diapasão, a Igreja tem inúmeros e magníficos documentos, mais carece de trabalhadores, é como diz Cristo: “A messe é grande, mais os trabalhadores são poucos.”
E por que são poucos na Web?
Por que o ser humano encontra – se perdido na banalização dos relacionamentos relâmpagos e sem comprometimento, perdido na sua individualidade, daí... Não tem tempo para Web..., não tem tempo para ter relacionamentos verdadeiros, para formar comunidades da Igreja Virtual e real comprometida com o outro, com a Evangelização dos jovens e por que não dos velhos, pois a crise é democrática e ataca todos, velhos e novos, haja vista a invasão dos pedófilos na Internet, é como disse João Paulo II quando visitava os extintos campos de concentração Nazistas: “Deus!!! Onde estava você que deixou tudo isso acontecer”, leia – se: Onde estavam os homens e mulheres de boa vontade que deixaram isto acontecer?
O que podemos dizer hoje da Web: Homens e mulheres!!! De “Boa Vontade”!? Onde estavam vocês que deixaram isto acontecer?
Agentes de Pastorais, onde estão vocês?
A igreja e seus pensadores, preocupados com o futuro da humanidade e o Reino de Deus aos seus filhos, conclama a todos os homens e mulheres de boa vontade para que dominem esse campo do saber, para que modifiquem essa cultura do banal, do individualismo, do consumismo e descartável nas “relações” virtuais, para que cada Paróquia se fortifique virtual e na vida real em Comunidades Cristãs com “C” maiúsculo e não para refletirem na Web o que já estão vivendo na vida real, onde as relações de comunidade muitas vezes são muito mais virtuais do que a própria comunidade virtual da Web.
Esse é o desafio do Povo de Deus na Web, fazer comunidades virtuais e reais Cristãs com “C maiúsculo e por conseguinte, Evangelizar em todo lugar do mundo e não entregar o “mundo” aqueles que buscam apenas o reino da terra e não o reino de Deus na Web.
Por isso a Igreja conclama aos agentes de pastorais de toda a sua Igreja para Evangelizar na Web e na vida Real, formando verdadeiras comunidades Cristãs que interajam no mundo virtual e no mundo real, pois “a messe é grande...” E para tanto os agentes de pastorais tem que se reciclar.
Os “Mitos” criados na Web pelos anti – cristo (anti – humanidade) são muitos...
Então, onde estão os trabalhadores do Senhor na Web?
Onde estão os agentes de pastorais?
Parafraseando William Shakespeare: ”Ser ou não ser, eis a questão...”
Ser do mundo ou ser de Cristo?
Lutar ou cruzar os braços?
Dominar a Web em nome de Cristo ou entrega – la aos homens de negócio?
Evangelizar ou fingir que Evangeliza?
Viver ou deixar – se morrer!???
Os mitos da humanidade:
De onde viemos? Para onde vamos? Por que existimos?
Para responder essas questões eternas, o homem criou o mito dos “Deuses”, o mito da Revolução industrial, o mito da Igreja Universal, fora da qual não há salvação, da revolução tecnológica em pleno andamento e vários outros mitos, mais nenhum deles mostrou – se capaz de responder a essas questões universais do ser humano de forma definitiva, razão pela qual o homem experimenta uma grande volta em busca de sua espiritualidade, de sua religiosidade, religião a qualquer preço.
O problema é que antigamente tínhamos um só mito ou um só paradigma servindo de modelo e resposta as grandes questões humanas, mesmo quando se acreditava que a felicidade humana estava na revolução das máquinas, na ciência, etc...
Hoje não há mais paradigmas estáveis, tudo é relativo, o saber está fraguimentado, sabe – se de tudo um pouco e não se sabe de nada e as relações humanas também, têm – se mil amigos e não se tem nenhum, vive – se n. relações e não se vive nenhuma, haja vista a propagação do “Ficar”, como se o ser humano fosse mercadoria descartável de consumo rápido, o mesmo se diz das amizades, é boa enquanto não me compromete, passou disso é inconveniente ou é boa enquanto uma relação de trocas de interesses, relações essas também espelhadas dentro das comunidades cristãs.
Este universo de “democracia” das relações sociais, ditadura do relativo e individual vivido na vida real é potencializado pela tecnologia da Web, a nova geração investe pesado, horas no PC e a falta de respostas coerente permanece. Assim o mundo volta – se a origem, a procura de novos “Mitos” que satisfaçam o espírito do homem, prova disso são as múltiplas Igrejas abertas a cada hora no Brasil e no mundo, bem como novas seitas, novos modos de viver e etc são inventados a cada minuto, talvez segundo nas redes social da Internet.
Entretanto, neste “caos” de democracia das múltiplas informações proporcionadas pela nova tecnologia esconde – se o distanciamento das pessoas, o individualismo, a proliferação do consumismo como resposta a essa busca do homem por respostas e os mais “espertos” faturam milhões na cultura da banalização do ser humano e das suas relações, na inversão de valores, o homem vale por aquilo que ele tem, não pelo que ele é, a moeda (dinheiro) que foi criada para facilitar as relações humanas é deslocada para agente primeiro e principal, em detrimento do homem e sua humanidade, e é exatamente aqui, que entra a Igreja, enquanto comunidade Cristã que preocupa – se com o homem e com o reino de Deus na terra.
A Web e os agentes de Pastorais
Se o mundo está disperso na Web, o Povo de Deus tem o dever de ir até ele. Muitas comunidades da Web e rede de “comunicação” são frias, individualistas e o universo de comunidades é imenso, daí surge à indagação: Como Evangelizar e formar Comunidades verdadeiras na Web?
Um primeiro passo é aprendendo a mexer com a Internet e as redes sociais existentes, depois é preciso formar comunidades diferenciadas em cada Paróquia, comunidades virtuais que interajam virtual e pessoalmente, pois o homem só conhece o outro homem quando convive com este pessoalmente, olho no olho.
A meu ver, o primeiro passo está sendo dado e o desafio consiste em formar comunidades Cristãs virtuais e reais com “C” maiúsculo e não redes sociais e comunidades com “c” minúsculo.
Nesse diapasão, a Igreja tem inúmeros e magníficos documentos, mais carece de trabalhadores, é como diz Cristo: “A messe é grande, mais os trabalhadores são poucos.”
E por que são poucos na Web?
Por que o ser humano encontra – se perdido na banalização dos relacionamentos relâmpagos e sem comprometimento, perdido na sua individualidade, daí... Não tem tempo para Web..., não tem tempo para ter relacionamentos verdadeiros, para formar comunidades da Igreja Virtual e real comprometida com o outro, com a Evangelização dos jovens e por que não dos velhos, pois a crise é democrática e ataca todos, velhos e novos, haja vista a invasão dos pedófilos na Internet, é como disse João Paulo II quando visitava os extintos campos de concentração Nazistas: “Deus!!! Onde estava você que deixou tudo isso acontecer”, leia – se: Onde estavam os homens e mulheres de boa vontade que deixaram isto acontecer?
O que podemos dizer hoje da Web: Homens e mulheres!!! De “Boa Vontade”!? Onde estavam vocês que deixaram isto acontecer?
Agentes de Pastorais, onde estão vocês?
A igreja e seus pensadores, preocupados com o futuro da humanidade e o Reino de Deus aos seus filhos, conclama a todos os homens e mulheres de boa vontade para que dominem esse campo do saber, para que modifiquem essa cultura do banal, do individualismo, do consumismo e descartável nas “relações” virtuais, para que cada Paróquia se fortifique virtual e na vida real em Comunidades Cristãs com “C” maiúsculo e não para refletirem na Web o que já estão vivendo na vida real, onde as relações de comunidade muitas vezes são muito mais virtuais do que a própria comunidade virtual da Web.
Esse é o desafio do Povo de Deus na Web, fazer comunidades virtuais e reais Cristãs com “C maiúsculo e por conseguinte, Evangelizar em todo lugar do mundo e não entregar o “mundo” aqueles que buscam apenas o reino da terra e não o reino de Deus na Web.
Por isso a Igreja conclama aos agentes de pastorais de toda a sua Igreja para Evangelizar na Web e na vida Real, formando verdadeiras comunidades Cristãs que interajam no mundo virtual e no mundo real, pois “a messe é grande...” E para tanto os agentes de pastorais tem que se reciclar.
Os “Mitos” criados na Web pelos anti – cristo (anti – humanidade) são muitos...
Então, onde estão os trabalhadores do Senhor na Web?
Onde estão os agentes de pastorais?
Parafraseando William Shakespeare: ”Ser ou não ser, eis a questão...”
Ser do mundo ou ser de Cristo?
Lutar ou cruzar os braços?
Dominar a Web em nome de Cristo ou entrega – la aos homens de negócio?
Evangelizar ou fingir que Evangeliza?
Viver ou deixar – se morrer!???
domingo, 7 de novembro de 2010
FÉ E RAZÃO -Introdução da Carta encíclica do Santo Padre - João Paulo II
CARTA ENCÍCLICA
FIDES ET RATIO
DO SUMO PONTÍFICE
JOÃO PAULO II
AOS BISPOS DA IGREJA CATÓLICA
SOBRE AS RELAÇÕES
ENTRE FÉ E RAZÃO
Venerados Irmãos no Episcopado,
saúde e Bênção Apostólica!
A fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio (cf. Ex 33, 18; Sal 2726, 8-9; 6362, 2-3; Jo 14, 8; 1 Jo 3, 2).
INTRODUÇÃO
«CONHECE-TE A TI MESMO »
1. Tanto no Oriente como no Ocidente, é possível entrever um caminho que, ao longo dos séculos, levou a humanidade a encontrar-se progressivamente com a verdade e a confrontar-se com ela. É um caminho que se realizou — nem podia ser de outro modo — no âmbito da autoconsciência pessoal: quanto mais o homem conhece a realidade e o mundo, tanto mais se conhece a si mesmo na sua unicidade, ao mesmo tempo que nele se torna cada vez mais premente a questão do sentido das coisas e da sua própria existência. O que chega a ser objecto do nosso conhecimento, torna-se por isso mesmo parte da nossa vida. A recomendação conhece-te a ti mesmo estava esculpida no dintel do templo de Delfos, para testemunhar uma verdade basilar que deve ser assumida como regra mínima de todo o homem que deseje distinguir-se, no meio da criação inteira, pela sua qualificação de « homem », ou seja, enquanto «conhecedor de si mesmo ».
Aliás, basta um simples olhar pela história antiga para ver com toda a clareza como surgiram simultaneamente, em diversas partes da terra animadas por culturas diferentes, as questões fundamentais que caracterizam o percurso da existência humana: Quem sou eu? Donde venho e para onde vou? Porque existe o mal? O que é que existirá depois desta vida? Estas perguntas encontram-se nos escritos sagrados de Israel, mas aparecem também nos Vedas e no Avestá; achamo-las tanto nos escritos de Confúcio e Lao-Tze, como na pregação de Tirtankara e de Buda; e assomam ainda quer nos poemas de Homero e nas tragédias de Eurípides e Sófocles, quer nos tratados filosóficos de Platão e Aristóteles. São questões que têm a sua fonte comum naquela exigência de sentido que, desde sempre, urge no coração do homem: da resposta a tais perguntas depende efectivamente a orientação que se imprime à existência.
2. A Igreja não é alheia, nem pode sê-lo, a este caminho de pesquisa. Desde que recebeu, no Mistério Pascal, o dom da verdade última sobre a vida do homem, ela fez-se peregrina pelas estradas do mundo, para anunciar que Jesus Cristo é « o caminho, a verdade e a vida » (Jo 14, 6). De entre os vários serviços que ela deve oferecer à humanidade, há um cuja responsabilidade lhe cabe de modo absolutamente peculiar: é a diaconia da verdade. (1) Por um lado, esta missão torna a comunidade crente participante do esforço comum que a humanidade realiza para alcançar a verdade, (2) e, por outro, obriga-a a empenhar-se no anúncio das certezas adquiridas, ciente todavia de que cada verdade alcançada é apenas mais uma etapa rumo àquela verdade plena que se há--de manifestar na última revelação de Deus: « Hoje vemos como por um espelho, de maneira confusa, mas então veremos face a face. Hoje conheço de maneira imperfeita, então conhecerei exactamente » (1 Cor 13, 12).
3. Variados são os recursos que o homem possui para progredir no conhecimento da verdade, tornando assim cada vez mais humana a sua existência. De entre eles sobressai a filosofia, cujo contributo específico é colocar a questão do sentido da vida e esboçar a resposta: constitui, pois, uma das tarefas mais nobres da humanidade. O termo filosofia significa, segundo a etimologia grega, « amor à sabedoria ». Efectivamente a filosofia nasceu e começou a desenvolver-se quando o homem principiou a interrogar-se sobre o porquê das coisas e o seu fim. Ela demonstra, de diferentes modos e formas, que o desejo da verdade pertence à própria natureza do homem. Interrogar-se sobre o porquê das coisas é uma propriedade natural da sua razão, embora as respostas, que esta aos poucos vai dando, se integrem num horizonte que evidencia a complementaridade das diferentes culturas onde o homem vive."
...
INTEGRA DA CARTA ENCÍCLICA - FÉ E RAZÃO, SITE DO VATICANO
(http://www.vatican.va/)
Mônica Moreira
FIDES ET RATIO
DO SUMO PONTÍFICE
JOÃO PAULO II
AOS BISPOS DA IGREJA CATÓLICA
SOBRE AS RELAÇÕES
ENTRE FÉ E RAZÃO
Venerados Irmãos no Episcopado,
saúde e Bênção Apostólica!
A fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio (cf. Ex 33, 18; Sal 2726, 8-9; 6362, 2-3; Jo 14, 8; 1 Jo 3, 2).
INTRODUÇÃO
«CONHECE-TE A TI MESMO »
1. Tanto no Oriente como no Ocidente, é possível entrever um caminho que, ao longo dos séculos, levou a humanidade a encontrar-se progressivamente com a verdade e a confrontar-se com ela. É um caminho que se realizou — nem podia ser de outro modo — no âmbito da autoconsciência pessoal: quanto mais o homem conhece a realidade e o mundo, tanto mais se conhece a si mesmo na sua unicidade, ao mesmo tempo que nele se torna cada vez mais premente a questão do sentido das coisas e da sua própria existência. O que chega a ser objecto do nosso conhecimento, torna-se por isso mesmo parte da nossa vida. A recomendação conhece-te a ti mesmo estava esculpida no dintel do templo de Delfos, para testemunhar uma verdade basilar que deve ser assumida como regra mínima de todo o homem que deseje distinguir-se, no meio da criação inteira, pela sua qualificação de « homem », ou seja, enquanto «conhecedor de si mesmo ».
Aliás, basta um simples olhar pela história antiga para ver com toda a clareza como surgiram simultaneamente, em diversas partes da terra animadas por culturas diferentes, as questões fundamentais que caracterizam o percurso da existência humana: Quem sou eu? Donde venho e para onde vou? Porque existe o mal? O que é que existirá depois desta vida? Estas perguntas encontram-se nos escritos sagrados de Israel, mas aparecem também nos Vedas e no Avestá; achamo-las tanto nos escritos de Confúcio e Lao-Tze, como na pregação de Tirtankara e de Buda; e assomam ainda quer nos poemas de Homero e nas tragédias de Eurípides e Sófocles, quer nos tratados filosóficos de Platão e Aristóteles. São questões que têm a sua fonte comum naquela exigência de sentido que, desde sempre, urge no coração do homem: da resposta a tais perguntas depende efectivamente a orientação que se imprime à existência.
2. A Igreja não é alheia, nem pode sê-lo, a este caminho de pesquisa. Desde que recebeu, no Mistério Pascal, o dom da verdade última sobre a vida do homem, ela fez-se peregrina pelas estradas do mundo, para anunciar que Jesus Cristo é « o caminho, a verdade e a vida » (Jo 14, 6). De entre os vários serviços que ela deve oferecer à humanidade, há um cuja responsabilidade lhe cabe de modo absolutamente peculiar: é a diaconia da verdade. (1) Por um lado, esta missão torna a comunidade crente participante do esforço comum que a humanidade realiza para alcançar a verdade, (2) e, por outro, obriga-a a empenhar-se no anúncio das certezas adquiridas, ciente todavia de que cada verdade alcançada é apenas mais uma etapa rumo àquela verdade plena que se há--de manifestar na última revelação de Deus: « Hoje vemos como por um espelho, de maneira confusa, mas então veremos face a face. Hoje conheço de maneira imperfeita, então conhecerei exactamente » (1 Cor 13, 12).
3. Variados são os recursos que o homem possui para progredir no conhecimento da verdade, tornando assim cada vez mais humana a sua existência. De entre eles sobressai a filosofia, cujo contributo específico é colocar a questão do sentido da vida e esboçar a resposta: constitui, pois, uma das tarefas mais nobres da humanidade. O termo filosofia significa, segundo a etimologia grega, « amor à sabedoria ». Efectivamente a filosofia nasceu e começou a desenvolver-se quando o homem principiou a interrogar-se sobre o porquê das coisas e o seu fim. Ela demonstra, de diferentes modos e formas, que o desejo da verdade pertence à própria natureza do homem. Interrogar-se sobre o porquê das coisas é uma propriedade natural da sua razão, embora as respostas, que esta aos poucos vai dando, se integrem num horizonte que evidencia a complementaridade das diferentes culturas onde o homem vive."
...
INTEGRA DA CARTA ENCÍCLICA - FÉ E RAZÃO, SITE DO VATICANO
(http://www.vatican.va/)
Mônica Moreira
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Experiência de Oração e Reflexão
Olá amigos,
Quero aqui no meu Blog partilhar com vocês, um exercício de Oração apresentada num dos módulos do AVF (Ambiente Virtual de Formação, da Arquidiocese de Campinas), que me levou a reflexão aqui partilhada:
Texto de Reflexão:
Lucas 4, 1-16: : "O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres: enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça da parte do Senhor". Depois, fechou o livro, entregou-o ao ajudante e apresentou-se. Os olhos de todos, na sinagoga, estavam fixos nele. Então, começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu esta passagem da escritura que acabaram de ouvir.
O que a frase de Jesus:
Reflexão minha:
“Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabaste de ouvir” – Significa que a minha Missão Evangelizadora começa hoje, aqui e agora.
E o Senhor me chamou e ungiu neste site (na Igreja de casa, paróquia, etc), para proclamar a Boa Nova do Reino de Deus a todos, para que todos conheçam a Palavra e vontade do meu Deus - Nosso Pai, através da Internet e seus sistemas de comunicações, a toda a humanidade, sem exclusão de ninguém, para libertação dos pobres e oprimidos, encarcerados na cadeia com grades de ferro e ou na cadeia de dentro do seu próprio egoísmo, nas entranhas de seus rins; famintos de “fome” material, famintos de dignidade, pois nem só de pão vive o homem; sedentos de “luz” (informação), uma vez que onde habita a “ignorância”, habita as trevas, falta a Luz, a Luz de Cristo, cuja missão de todo aquele que se diz ser seguidor de Cristo é levar essa Luz aos quatro cantos do mundo, para que onde haja Trevas, que haja a Luz do Amor de Cristo, Filho de Deus, como no princípio disse Deus: “Faça – se a Luz” e a Luz existiu. Como filh@s de Deus, devemos dizer e fazer também que no mundo todo com que haja Luz onde houver trevas e, Luz para todos, Luz em abundância, para que todos tenham vida...
Nesse contexto, busca - se a Evangelização de tod@s da forma mais abrangente possível, espiritual e material na luta pelo direito a dignidade do ser humano, sem exclusão ou preconceito, no qual a Internet que não tem “limites” é um instrumento mais que apropriado para este fim.
Assim, através de estudos do Evangelho, de forma virtual e interativa é possível cumprir a Missão Evangelizadora do Povo de Deus, através da Evangelização Virtual - Digital, primeiro pelo conhecimento e interação dos projetos da Igreja pelos seus próprios integrantes, para que nutridos da palavra e do conhecimento/informação possam depois partir para Missão e Divulgação a todo o mundo, para que todos tenham vida e vida em abundância...
Concluo que a mensagem e finalidade da Oração aqui refletida, a luz do Evangelho de Lucas 4, 1-16, está implicita uma mensagem para o homem da Pós Modernidade, independente de sua Igreja e credo, qual seja, a Parábola do Patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para trabalhar em sua Vinha, Mateus 20, 1-16, onde o trabalhador da última hora recebe o mesmo do da primeira hora, qual seja, dizer a todos os fieis e até não fieis que o Reino é Dom Gratuito, no qual não há inveja, ciúmes, nem marginalizados, pois no Reno, tod@s tem o mesmo direito de participar da misericórdia e amor de Deus.
Mônica Moreira
Quero aqui no meu Blog partilhar com vocês, um exercício de Oração apresentada num dos módulos do AVF (Ambiente Virtual de Formação, da Arquidiocese de Campinas), que me levou a reflexão aqui partilhada:
Texto de Reflexão:
Lucas 4, 1-16: : "O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres: enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça da parte do Senhor". Depois, fechou o livro, entregou-o ao ajudante e apresentou-se. Os olhos de todos, na sinagoga, estavam fixos nele. Então, começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu esta passagem da escritura que acabaram de ouvir.
O que a frase de Jesus:
Hoje se cumpriu esta escrituratem a ver com a Evangelização enquanto missão?
Reflexão minha:
“Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabaste de ouvir” – Significa que a minha Missão Evangelizadora começa hoje, aqui e agora.
E o Senhor me chamou e ungiu neste site (na Igreja de casa, paróquia, etc), para proclamar a Boa Nova do Reino de Deus a todos, para que todos conheçam a Palavra e vontade do meu Deus - Nosso Pai, através da Internet e seus sistemas de comunicações, a toda a humanidade, sem exclusão de ninguém, para libertação dos pobres e oprimidos, encarcerados na cadeia com grades de ferro e ou na cadeia de dentro do seu próprio egoísmo, nas entranhas de seus rins; famintos de “fome” material, famintos de dignidade, pois nem só de pão vive o homem; sedentos de “luz” (informação), uma vez que onde habita a “ignorância”, habita as trevas, falta a Luz, a Luz de Cristo, cuja missão de todo aquele que se diz ser seguidor de Cristo é levar essa Luz aos quatro cantos do mundo, para que onde haja Trevas, que haja a Luz do Amor de Cristo, Filho de Deus, como no princípio disse Deus: “Faça – se a Luz” e a Luz existiu. Como filh@s de Deus, devemos dizer e fazer também que no mundo todo com que haja Luz onde houver trevas e, Luz para todos, Luz em abundância, para que todos tenham vida...
Nesse contexto, busca - se a Evangelização de tod@s da forma mais abrangente possível, espiritual e material na luta pelo direito a dignidade do ser humano, sem exclusão ou preconceito, no qual a Internet que não tem “limites” é um instrumento mais que apropriado para este fim.
Assim, através de estudos do Evangelho, de forma virtual e interativa é possível cumprir a Missão Evangelizadora do Povo de Deus, através da Evangelização Virtual - Digital, primeiro pelo conhecimento e interação dos projetos da Igreja pelos seus próprios integrantes, para que nutridos da palavra e do conhecimento/informação possam depois partir para Missão e Divulgação a todo o mundo, para que todos tenham vida e vida em abundância...
Concluo que a mensagem e finalidade da Oração aqui refletida, a luz do Evangelho de Lucas 4, 1-16, está implicita uma mensagem para o homem da Pós Modernidade, independente de sua Igreja e credo, qual seja, a Parábola do Patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para trabalhar em sua Vinha, Mateus 20, 1-16, onde o trabalhador da última hora recebe o mesmo do da primeira hora, qual seja, dizer a todos os fieis e até não fieis que o Reino é Dom Gratuito, no qual não há inveja, ciúmes, nem marginalizados, pois no Reno, tod@s tem o mesmo direito de participar da misericórdia e amor de Deus.
Mônica Moreira
domingo, 11 de julho de 2010
O diálogo inter - religioso.
Uma frase para refletir...
"A “ditadura do relativismo” poderá ser condenada, mas há que se cultivar a relativização das fórmulas e das tradições, para não cair na “ditadura do dogmatismo”.
Pedro Casaldáliga
"A “ditadura do relativismo” poderá ser condenada, mas há que se cultivar a relativização das fórmulas e das tradições, para não cair na “ditadura do dogmatismo”.
Pedro Casaldáliga
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